Evitar todas as pessoas que fossem notar muito a diferença. Onde havia amor, há azedume. Sei que amargor rimaria melhor, mas a verdade é que não seria verdade...
Acho que aqueles que me carregaram talvez saibam o quanto doeu. E que mesmo não vendo sentido algum para acordar, fazê-lo. Morrer é tão trágico, brusco, não sei... Naturalmente, claro, por que não? Mas auto-infligida, pessoalmente, prefiro não. Acho que a vida é de cada um; e cada um faça com ela o que bem entender. Desde que não interfira na do coleguinha... Não é isso? Concordo. Penso isso. Do meu pulmão e fígado, cuido eu; são meus.
Claro que nem sempre as decisões estão perto de serem boas. Mas são minhas, acredito. Tenho que lidar com elas... A verdade, é que acho um saco ter que ficar decidindo tudo o tempo todo. Mora em mim ainda a taoista. E penso muito em: Criamos a era da velocidade e agora estamos presos nela... Sou um indivíduo. Minha voz é como nenhuma outra. E minha iris. E como falo. E vejo. Como digitais.
Decido que prefiro 'go with the flow' um pouco; por que nem sempre é hora de decisões... Não pode ser mais assim? Por que???
Nem o tempo parece resistir... É quase sempre verão, tudo quente; fervendo. Pressa e preguiça ao mesmo tempo.
Não aqui. Não em mim.
Ainda tenho estações. E paladar. E prazer.
E sobretudo: tempo.
Ter tempo? O que é isso? É fazer. E ser; suponho. O que, às vezes, é não fazer coisa alguma.
Decido que vou 'à qualquer lugar desde que seja para frente'...
Basta? E a quem deve bastar?
Andei pensando no Bob Marley, que resolveu morrer acreditando e vivendo como queria... Prefiro ele a muita gente 'bem resolvida'.
Falando em tempo...
Acabou.
Madre Tereza de Calcutá
domingo, 9 de dezembro de 2007
às 10:49
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