FRAGMENTOS DE UM DISCURSO AMOROSO...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sabe quando chove MUITO, com pingos grossos uma vez que é uma 'chuva de verão'... mas não é das do tipo quente.
É quando 'fecha o tempo' e nuvens expessas, longas e sombrias cobre todo o céu.
Fica como céu de inverno, tudo cinza.
E claro, esfria.

Pois bem, é isso o que aconteceu com o dia.




Como o dia e com o dia.
E, empática, não consigo me esquivar do delírio celeste.






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Juntamente com a decisão celestial de 'lavar geral' e deixar tudo muuuuito cinza,
após dias de sol e exaustão térmica, as forças do destino ainda resolveram fazer o mesmo com tudo a meu respeito - e juro que não estou sendo egocêntrica,
principalmente porquê me sinto mais como a grande palhaça geral;
essa de vítima, sei lá, não combina com meus sentimentos atuais e imediatos.

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Sou irônica, até mesmo comigo mesma. Até mesmo a mim mesma não perdôo o ridículo e não perco a piada. Na verdade, cada dia mais, menos lugar meu M.O. tem lugar neste mundinho sórdido. Tudo que quero é... dinheiro. Depois penso no resto. Sério.



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Acabei de perder uma boa parte deste texto.
Normalmente, e obviamente, é pura burrice e in-habilidade minha.

Mas hoje.... e pelo texto em si...
Penso em intervenção divina.

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Love does suck. Enquanto o vivemos, pelo menos eu, adoro.
Quando acaba, entendemos.... é uma merda, é uma droguinha na qual nos viciamos e é isso ai.
A droga em si acaba, sofremos a abstinência e somos forçados a... achar outra droga, ou ainda,
ficar sem... o que pessoalmente, prefiro.


=== É só isso mesmo. É só isso MESMO; e isso é revoltante.


=== The end.

EU NASCI HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cadê o original, o espontâneo?
Para onde foram palavras como ousadia, valor, honra, originalidade, autenticidade???
Será que juntamente das mudanças da grafia de várias palavras na língua portuguesa, perdeu-se também o significado de tantas outras?
Será que foram erradicadas do dicionário substantivos como herói, heroismo?
Verdade, palavra, coração?

Olho em volta; estranho tudo.

Se por anos ajudei, hoje desisto.
E não é uma desistência amarga...
Só desisto porque quero proteger essa pessoa que tem tudo isso dentro de si.
Não quero amargar. Por isso, pauso.

E a pausa não é mais do que é, em si. Pausa é pausa.
Basta apertar o 'play' novamente.

E não é desistência tudo que parei de fazer e que não me vejo querendo novamente até o resto dos meus dias nesse mundinho decadente....

Hoje em dia, se agir como fazia anos atrás, pareceria mais louca do que normalmente.

Gosto de omitir os pronomes de primeira pessoa do singular.
Aprecio quando estão ocultos.
No inglês, são impossíveis... Sinto até falta...











===== Se o mundo acabar em 2012, certamente não ficarei triste.






Sarney faz parte da Academia Brasileira de Letras.
O Lula é o político mais popular do mundo.
O Rio de Janeiro receberá as Olimpíadas.

.... são tantos os motivos...
acho que ler ao jornal é o principal... por dizerem que o povo gosta de ver sangue e desgraça, a mídia fornece, claro.
E quanto mais carniceria, mas os cérebros vão estagnando na imbecilidade.

E me doeu ouvir de gente que, por exemplo, é editor de revista (supostamente) inteligente:
"ah, a verdade é que todo mundo assiste ao Big Brother, torçe e tudo mais...
Só não tem coragem de assumir!"

Fale por si mesmo!!!!!
Acho essa fala muito absurda.... Nunca vi esta porcaria e duvido que irei.


== Argh!

Vou vomitar.

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Marido ou Pato?

sábado, 1 de agosto de 2009












Querida, tem que trocar o refil do vaso sanitário...
(ou algo similar...)
E vem a mulherzinha, equipada para guerra biológica e...
quem chega? O pato.
E valente, resolve tudo.

O marido sumiu logo após urinar (não baixou a tampa!) e pedir ajuda.
Fica a mulherzinha e o pato, que mostra que não só a protegeu como livrou de jamais ter que encontar suas mãos dentro da (popular) privada.

Conclusão óbvia da mensagem nada subliminar: O pato é melhor que o marido.

Então quem é o pato?
Ou a pata?!


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Le bonheur est la meilleure vengeance!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ontem falava com meu namorado, que é sociólogo e divide comigo pensa-sentimentos sobre o adiante tratado.
Eu não quis ser mod-punk quando ainda nos teen-years; eu me descobri como tal. Não decidi me existencializar; encontrei minhas respostas, ou ainda, as mesmas perguntas e considerações - com grandes revelações - no existencialismo. Não era modinha; era adentrar o mundo e ir se localizando.

Dito isso, ainda sur la même ligne de pensée, Jean-Paul Sartre quando mais maduro disse que se antes pensava nas problemáticas, agora pensava nas soluções.

Mas a verdade é que mais do que querer consertar tudo, ou pelo menos tudo que costumava pensar poder, quero ter prazer em ajudar quem está disposto a receber tal ajuda, e ter sempre prazer, para que não se perca o tesão em fazer tudo que desejamos.



Antes, tive raiva da minha bondade natural. Agora penso que não tenho raiva. Não há amargura em meus sentimentos ou em meu coração... Mas entendo agora que não podemos ser paternalistas, deixarmos a maldade e a desonestidade impunes. Então me dou o direito de reservar minha sincera e desinteressada bondade e generosidade àqueles que a desejam e não sejam do lado maligno da vida.
Não julgo pessoas, mas prefiro apoiar as boas causas. Definir bondade? Sinta a bondade e não tera dúvidas quanto a seu significado, não importa o significante utilizado.



A melhor vingança, sem dúvida, é ser feliz.


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DINHEIRO NÃO COMPRA TUDO; MAS EU NÃO ME IMPORTARIA, NÃO SERIA INFELIZ NEM MORRERIA POR FALTA DE 'GUTS'...

sábado, 27 de junho de 2009

Ai, gente! Desculpa.... o Michael Jackson sofreu? Apanhou? Foi tadinho???
Poupe-me!!!
Tem MUITA gente que viveu coisas piores, que teve uma infância infame, saúde fraca, "azar" e NUNCA foi bilionário. Kurt Cobain se matou porque era triste? Por favor!!! Mude-se para a Austrália, monte um selo independente, faça e lance música sem "aparecer"; seja feliz.

Mas a questão é... tem gente que se dá muita importância. Ter talento, fazer o que ama na vida, ganhar dinheiro com isso e... ficar infeliz e reclamar por isso? Ai... No Reino Unido tem muita gente que fez algumas músicas de sucesso (o suficiente para viverem de direitos autorais) e "sumiu", para viver sossegadamente, inclusive. Aqueles que amam música, continuam tocando. Mas como já ganham grana o suficiente para sobreviverem, o fazem sem compromisso, puramente por prazer.
Ser uma criança presa no corpo de um adulto, ter talento e bilhões de dólares?
Vá buscar crescimento espiritual.
Vá aprender com a Madonna e passe a frequentar aulas de Kabala.
Ou vá ser Sufista, porque dai poderá rodar em volta de si mesmo, sem problemas, e evoluindo, por mais incrível que possa parecer.




Alguém que toca bem, não necessariamente consegue compor.
O Otis Redding tocava nada, compunha como poucos.
Explicava com a boca/voz o som que queria, imitando instrumentos.
M. adora me lembrar desta história; e criativo como Otis, é raro.
Eu concordo com M..
Particularmente, entendo.




Muito do que pensamos ser, certamente não é.
Embalagens são lindas mas prefiro ouro puro, embrulhado em jornal mesmo;
ou ainda, nú e cru.
Meu cérebro gosta das endorfinas produzidas pela música, pelas idéias incríveis,
pelas sensações inúsitadas. Os mais inteligentes animais - exceto humanos, claro - podem até conseguir produzir ritmos tocando um tambor, mas são incapazes de tocar em ritmo com outros, tanto faz se outro animal, ou um humano tocando.
Então... muito do que nos faz humanos é a capacidade de comunicação e interação.
A língua, apesar de tirana, representa menos de 15% de nossa comunicação; o resto é todo o resto. Mesmo.
Todavia, a língua organiza como pensamos. Ela é tirana porque nos obriga a pensar usando seu sistema linguístico. Quero dizer, em algumas línguas, não existe o sujeito oculto. Ora, isso diz muito. E ainda, não há diferença entre você e vocês, por isso, até mesmo uma crítica profissional tem um outro peso... não é igual a ouvir uma bronca na terceira pessoa do plural na frente de toda a equipe. Ainda que se saiba ser conosco, o efeito é ímpar. O 'você' é como um dedo apontado na tua face.

Gosto de ouvir mais do que falar.
Mas acima de tudo, tenho bom gosto. Pode ser simples, sem sentido, formalista, maluca... mas só não dá para ouvir falta de "vida" na linguagem. Dá preguiça o lugar comum.





===== Prefiro os loucos aos normais.



W. Reich disse que quando você ultrapassa a normalidade, há dois caminhos: a loucura e a sanidade. Ambas partem do mesmo ponto de superação da normalidade.




A maioria vai lá e faz tudo, tudo igual. Tudo igual e cada vez pior.
Mais decadente.
Da Vinci era totalmente esquisito, anormal. Com o 'não muito' que ganhava, inclusive comprava animais apenas para libertá-los. Era vegetariano. Imagine o que, na época, se pensava de um homem que não come outros animais - e ainda pensa e fala em voar!!!... Gênio hoje, incompreensível então. Até mesmo ridículo a alguns, pelo que posso entender...
E Galileu teve que se desculpar ao Papa para não morrer; voltou atrás e disse que se enganou ao dizer que o mundo era redondo. Coitado... Imagine a gastrite que isso não causou nele... ou ainda, até mesmo uma úlcera. (Um detalhe legal: Além de tudo, quem ele mais adorava e confiava era uma mulher, sua filha... ela o livrou de várias, pelo que lembro ter lido...)

Paranóia por felicidade. Obsessões variadas e determinadas pelo 'status quo'. Antes 'rafaelitas', agora 'twiggianas'. "Virgem" antes significava uma 'mulher completa'; as fêmeas buscavam os machos com melhor genética (como fez Madonna para ter sua primogênita) enquanto hoje se barganha literalmente qualquer um; desde que se tenha um. Ter machos é mais importante que ter satisfação profissional e se sentir completa, por exemplo?
É... a minoria dá o tempero e tira o gosto amargo da maioria.


Que se dane a Bridget Jones e a Carrie do Sex in the City. Dizer que, no fundo, a mulher quer mesmo é um macho em filmes charmosos com linguagem 'aberta' de mulheres 'fortes', é só mais uma forma de manter o 'status quo'.
De propaganda à religião, endeusa-se a maternidade que vem do próprio ventre; embora conviver com muitas seja pior que ser largado em um 'lar' (palavra moderna para orfanato). E outras, criam com dedicação e total devoção os filhos todos, sem exceção. A maternidade é mais divina que diz a TV e as propagandas e revistas e toda a droga da mídia.

Os mitos mudam, antes os deuses e o olimpo, hoje em dia a ciência e a teologia inversa. Ainda vivemos aristotelicamente, definindo e dividindo.
E a mídia e propaganda apenas se aprimoraram e continuaram iguais... elas é que conduzem, ao contrário de serem conduzidas por nosso 'inconsciente coletivo'.

Na verdade, só não podem tirar de você aquilo que você SABE. Teu conhecimento é único e impossível de ser roubado. Idéias se furtam, mas jamais a capacidade de criar novas e diferentes.
Acho que todas esse 'auto-mimo' moderno destrói serotonina e endorfinas. Fui educada com gente que viveu guerras e sonhou com a possibilidade de um mundo melhor. Pensam diferente. Agem distintamente.

Que fiquem com os pássaros e as abelhas. Prefiro dinheiro.

E dane-se o Jackson 5 inteiro!





=== Não gostou? Pega eu!