Quero esse 'logo' como portanto e também como 'quão breve'...
Posso inexistir se deixar de pensar?
...
Vontade de arrancar minha pele.
Apagar minhas digitais - ter outro nome, ser outro alguém.
Ser ninguém.
Fazer, literalmente, uma lavagem cerebral - ou seja, entrar na minha cachoeira favorita e de alguma forma enxaguar abundantamente com água límpida minha cabeça, minha idéias, meu cérebro osso e massa, do tipo completa mesmo.
Talvez a performance da visão corresponda ao tamanho do desejo de enxergar.
E a memória é algo que se pode, simplesmente, esquecer.
Sim, esquecer, porque apagar acho que a gente jamais consegue.
Se me incomoda não lembrar,
detesto sequer me imaginar lembrando...
Não questiono a razão de todo esse amplo e irrestrito esquecimento.
==========
Quando está frio, é muito ruim.
Quanto está muito calor, é insuportável, eu sei.
Mas o muito frio é muito ruim de um jeito irreparável.
Esfriar a cabeça é fácil: cerveja gelada, o supracitado banho de cachoeira, até mesmo um chuveiro ou baldinho cheio serve.
Por outro lado, chega uma hora que roupa alguma esquenta no extremo frio.
Solução mais inteligente (?) colocar as roupas embaixo e em cima, protegendo os corpos nús abraçados.
++++
Só não cito o F. Pessoa porque não tenho em mim todos os sonhos do mundo...
Tenho, todavia, vários pesadelos sobre o mundo.
Culpo a cidade, a sociedade, as autoridades, as leis, o passado, o presente, e previsões sobre o futuro do mundo do ponto de vista da ciência, astronomia e todos afins.
Enxergo menos e olho com cada vez mais desconfiança.
Pensando bem, citarei Pessoa:
Dá-me mais vinho porque a vida é nada...
...
Êta vida besta, diria Drummond...
.
SE EU NÃO PENSAR, LOGO, INEXISTIREI?????
quarta-feira, 23 de junho de 2010
às 23:48
==== I DON'T !!!! NEVER, EVER.
I don't hurt anymore...
Esses olhos?!?!
Ela morreu de O.D. de anfetamina.
Alguém duvida????
Genial. Sensacional. Nada igual à Dinah!
AMO.
às 23:50
************ Sendo nada mesmo....
terça-feira, 20 de abril de 2010
Olhar o mundo, ver o ao redor, nauseia.
Fico nostálgica, eu mesma já o vivi em um mundo mais 'real'.
Entendo Matrix, sim, I do.
Mas já foi diferente.
O uso do vocabulário já foi algo mais que verbo-r-ragia.
Nada mais vale tanto assim.
O post-post-modern já é post demais.
É nada. É quando Big-Brother é algo.
E tanta coisa que nada é, tudo parece.
Não quero nem mais ver, ouvir, pensar.
Curiosamente, meu corpo reage às minhas vontades.
Visão, audição, esclerose.
Sem contar a perda da voz. Falar a quem?
E acima de tudo: para quê?
Qual seria o propósito mesmo?
Esqueci.
Sinto mesmo é falta do outono.
Das folhas amarelas, laranjas, ferrugens e todas essas tonalidades outonais que fazem as folhas caírem no chão, crocantes. Eu pisava e fazia 'crack'. Ah...
Passava horas pisando nas folhas, fazendo o som crocante e pensando na vida.
Fiz tudo que quis.
Não houve sonho que não tivesse sido superado pela realidade.
Principalmente porque nunca esperei muito.
Mesmo que 'existencialmente' sendo eu mesma, tive o supremo!
E agora?
E agora?
Pode apagar o fogo, Mané,
que eu não volto mais.
às 23:22
Relação Objetal versus Angústia: SEMEION
domingo, 18 de abril de 2010
Passado e presente, repetição ou 'transferência'?
Eu comuto. Tu, certamente, comutas. Todos comutam.
Sendo assim, tenho mais o que fazer.
Se o ego observa a relação inicial, isso a valida?
Substitui-se o fato 'concreto' por outro?
Eu comuto. Substituo. Transfiro. E tenho muita náusea.
Criando, cedo a noção formal da relação objetal.
Ou ela se repetirá, consecutivamente, soberanamente, até o fim?
Desencadeia o desprazer, a dor.
A angústia aniquila a criação pura.
Ela apenas causa náusea.
O mundo moderno nos trouxe os transtornos, síndromes, pertubações e desordens variadas.
Interagir via sinais entendidos de acordo com a capacidade analítica e cognitiva.
Ou seja, o mundo é aquilo que você acredita que ele venha a ser.
Primeridade, Secundidade e Terceridade.
Isso é lógica pura e não propaganda de creme embelezador ou seguradora de qualquer tipo.
Muito menos de planos de saúde.
Pragmatizar-se - não deixar a mente ser abduzida:
a propaganda quer te ensinar até como e o que amar e desejar.
Reação!
Nem tudo que se refere, significa.
Aquilo que parece pode não ser o que significa.
Fico febril sem estar doente. Me infecciono e não há bactérias.
Vomitar.
Música é vômito.
Escrever é vomitar.
Pensar é apenas escarrar.
Cuspo minhas palavras. Significam mais que seus significantes, em si.
Quero somente ideogramas. Mais inteligentes e 'causam' menos.
A árvore. O fogo. A cinza. O coração = Melâncolia.
Quer mais lógica que isso???
às 00:44
===== O MUNDO É 1 MOINHO!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Tritura. Disse Cartola.
E o 'nojento', 'a vida, como ela é'.
E o maravilhoso, ainda, 'rir para não chorar'...
Love kills, foi o filme do ídolozinho da idade tenra, com gosto de geração X.
E a gente nem sabia que seria ao triplo. Triplo X... Será que entendo?
O amor no fim é fazer uma aliança com a nota mi do cavaquinho e perder todas as serenatas por causa desta Prova de Amor.
Hoje é cut + paste.
Antes, a gente 'citava', reverenciando uma paixão ou um significado oculto.
Românticos?
Nunca.
Kierkegaard sim.
Penso.
Logo, E X I S T O.
O problema é o existir.
A mal estar geral causado pela civilização....
E assim caminha a humanidade.
Há quem leia livros de auto-ajuda.
Nada contra, muito pelo contrário...
se ajuda... quem sou eu para contestar a eficiência da droga que te ajuda?
Pessoalmente, gosto dos vinhos.
Tintos, de preferência.
O resto depende da affordabilidade.
====
E se é para embriagar os sentidos e direcionar a razão...
gosto mesmo é das coisas como elas são.
Gosto de drogas que sejam uma droga mesmo.
À francesa, sei lá.
Parar de fazer a louca e ter a droga da compostura.
É bom, conserva os próprios dentes, literalmente.
==== As coisas como são?
Adultério, em latim quer dizer - lembrou Voltaire - quer dizer alteração, adulteração, colocar uma coisa no lugar da outra, crime de falsidade, uso de chaves falsas, contrato falso.
Legal saber a raiz, o que dá um certo significado ao que saimos dizendo por ai;
ou pior ainda, neste caso, cometendo....
A calma abalada, a alma embriagada.... ?
Falar de alma tem nada de místico ou neo-hippiesmo.
É o anima. Não acreditar, é sentir, saber, ser... ou não ser, imbecilidade absoluta, existência justificada via culpa e pecado, portanto, sexo.
Sem medo de vomitar.
====
A falta de estrutura total da existência. E o M.O. estruturalista.
Pensa nisso. Se pensa, existe?
Se existe, o que faz com a angústia, ela mesma?
Um closet só para sapatos?
Geladeira cheia de cerveja gelada eternamente?
Estilo Scarface então?
É, muitas vezes dizer mais é falar menos.
A angústia é o desejo do poder, do sexo, do dinheiro.
As compras, as caças, os objetivos, tudo ditado pelo demônio-mór,
a grande e absoluta c i v i l i z a ç ã o....
Sejamos civilizados. Tenhamos temor e tremor.
Tudo significa algo?
Significar algo é o que exatamente?
Usar um signo?
Como assim?
Ah.... A náusea.
Náusea é uma sensação de desconforto.
Pode também preceder e anunciar o meu tão citado 'vômito'.
Vomitar é tudo. Vomitar é dizer NÃO!
É devolver o que teu organismo, tua fisiologia não quer aceitar.
Diga não! Vomite!!!!!
Vomitar é um sistema de defesa natural,
é a expulsão do que nos causa mal lá dentro.
E então, tudo isso, foi na verdade para dizer que,
mais uma reverenciando - desta vez os anjos do apocalipse -
É sobre vomitar...
Conclusão é ausente.
Tipo.
é Isso?
às 20:09
Your dad is rich, and your mum good-looking...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Quando sofro, não durmo. Não como.
I wither.
Eu seco. E vou sumindo.
Não faço muita questão em ser e existir e isso tudo mais...
Minha porção racional é forte.
Sempre, sempre penso muito. Muito.
Quase uma maldição.
Contudo, sinto quase que proporcionalmente.
Não é bem isso.
Acho que sinto com a cabeça. E penso com o coração,
para ser mais acurada.
E enquanto tudo isso acontece, e eu trabalho, sempre, sempre trabalhando, feito uma abelhinha operária... ouço Summertime... com a Billie, que, realmente, faz minha versão favorita.
I wanna be bad, real bad...
Que se dane a Amelie, quero é distância de mim e dela.
Quero a cabeça do João Baptista em uma bandeja de prata.
Só porque minha mãezinha pediu.
Quero ser Jezebel.
Lilith.
Dalila.
Morte à Amelie.
====
às 00:38
Marcadores: billie holiday, existencialismo, maldição, summertime
STRANGE FRUIT...
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
![]()
Você já teve ódio mortal da Amelie Poulain?
Eu tenho. Você já se sentiu ela e se odiou por isso?
Credo, cruz-credo mesmo!!!!
Eu ODEIO ser tipo a Amelie Poulain!
Burra. Sonhadora. Imbecil.
Pensa que o bem sempre vence.
É a coisa de ser a 'boa menina'.
Um amigo psicanalista radical me disse que o destino de toda 'boa menina' é querer apanhar no sexo. !!!! Será?!!?!?!?!
Sempre penso que fui criada para um mundo que já não existe.
Que o 'clássico' é só idiotismo mesmo.
Hoje em dia, nem português, formalisticamente falando, se escreve!!!!
Não entendo, não conseguiria falar em MSN com muita gente...
Imagina....! Conheço música por faixas... Quem lembra o que é isso?
Costumava votar em melhores capas...
Nossa! Na era do mp3 e dos sites para baixar discos, o que é a capa?!?!?
Um detalhe idiota, certamente.
Eu odeio a Amelie... ela é tudo aquilo que não quero ser.
Tudo que quero arrancar de mim e esquecer que um dia já existiu.
Por que?
You can give (love) to the bird and bees...
I WANT MONEY!
Não quero mais ser a pessoa mais legal que todos conhecem.
Quero ser bem-sucedida e tanto faz quem me conhece ou não...
Não quero mais ser 'legal', quero ser rica, estupidamente rica.
Que se ph**a a Poulain e sua bondade inata.
Juro... Quero ser fria. Quero ser 'normal'.
Pensar em mim... Encaixar no mundo 'certinho'....
Quero dinheiro.
Quero liberdade.
Quero a liberdade de não ser sempre 'boa', 'correta'...
Quero ser má com quem me é escroto... Sei lá...
Quero ser má.
Quero que Amelie Poulain morra esturricada dentro de mim.
Já!
Tá... eu sei que todos me amam por ser assim...
Mas eu? Eu me odeio.
Tenho asco. Detesto a minha pessoinha boazinha, certinha, ética.
Que nojo!
"Ah, mas você tinha tudo para 'dar certo'.... "
Sei....
às 23:16
... DON'T EXPLAIN....
domingo, 13 de dezembro de 2009
O desprezo que tenho por tudo sempre me surpreende... Porque amo tanto tudo... Não de forma romântica e feliz... Mas só porque não conseguiria negar a beleza e sedução de certas coisas... Gosto da chuva... gosto de coisas popularmente gostáveis, tipo flor, aromas, sabores e afins... Quem não gosta de Van Gogh? (por exemplo).
Não gosto mesmo é da vida. Gosto do planeta mas detesto o mundo como ele é.
Penso mais Rousseau que Aristóteles... Especificar??? Só se for mecânico ou arquivista, sei lá...
Penso DEMAIS.
Mas me sinto mais uma selvagem que qualquer uma dessas pessoas que você espera encontrar...
Argh....
E essas pessoas na sala de jantar.
Essas pessoas na sala de jantar.
Vomito. Vomito na tua cara se ficar me olhando muito.
Posso. Mas não quero. E dai?
Vomito em ouvir os motivos das pessoas na sala de jantar que me dizem que desperdicei as 'chances' que a vida me ofereceu.
Índole... caráter... singularidade... Ser um INDIVÍDUO... não uma ovelha (que são lindas e naturalmente, são ovelhas, aquilo que o são...).
Indivíduos deveriam ser como ovelhas... ou seja, ser aquilo que são.
Quem pode ser um indivíduo sem possuir individualidade????
Por isso o mundinho deprime e a vergonha alheia é cada vez mais, um luxo.
Tenho náusea de tudo isso.
Passo.
.
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====
E as pessoas na sala de jantar????????
Preocupadas em viver e morrer...
às 02:55
A DANÇA DA SALOMÉ & A NÁUSEA DIÁRIA
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Sempre notei que as pessoas falsas são sóbrias, e a grande moderação à mesa geralmente anuncia costumes dissimulados e almas duplas.. Jean Jacques Rousseau.
Ah... as boas pessoas, a bondade... o Natal. Amor e paz a todos.
A classe média. Os cartões. A hipocrisia. Os filhos todos....
Lembra-me uma cena do Matrix... O ser humano é como vírus... se espalha, destrói o meio ambiente, e se espalha mais um pouco, destruíndo ainda mais...
O ser e o nada.
É a angústia e a náusea.
Façamos regimes, vamos todos controlar o colesterol... E não esquecer de declarar para o Leão... E ainda tentar trocar de carro de quando em quando, afinal 'carro bom é carro novo'.
Já fez um mestrado? Aprendeu uma segunda língua???
A minha pílula é a vermelha... Da azul, estou nauseada.
Tenho vergonha alheia. Tremor e temor pelo rumo imbecilizante que o mundo toma.
A humanidade assim caminha... Tremo e temo.
Pensar é um martírio. Ter senso crítico um castigo.
A ignorância é cada vez mais uma felicidade absoluta - e nem de química necessita!
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As pessoas dormem, felizes... Fazem yôga. Ou musculação.
Compram roupas legais; e mulheres são loucas por bolsas e sapatos... e....
Quantos pés? Um par, não é?
Quero andar descalça. Quero ser o 'bom selvagem'...
Espero nada destes trópicos tristes, ingratos...
Quero abrir todas as portas das minhas percepções,
porque... uma vez abandonada a caverna... fazer o que?
Inebriar-se e pensar no melhor, lembrar das sombras do jamais visto...
Ainda assim, sonhamos...
Uma vez que se abre os olhos... ao enxergar... ao ver...
lá se vai a felicidade...
Nojo, náusea, nojo, náusea.
Vergonha alheia. Tédio do mundinho. E ele vai...
Cada pessoa estúpida, em geral, nunca tem menos de 3 filhos.
Cada pessoa menos estúpida, em geral, menos filhos.
Nem um pouco estúpido então, muito menos filhos.
Sendo assim...
Para onde caminhamos????
O começo do filme 'Idiocracy' diz tudo isso ai...
Desde sempre fomos burros.
E não estavam os pré-socráticos muito mais acurados que os aristotélicos?
E os médicos que consideravam a fisiologia e as manifestações humanas, pensando em 4 tipos de humores, ou temperamentos????
Todo mundo corre e se afasta mais e mais daquilo que é e sempre foi.
Sou mais Einstein que qualquer outro grande pensador...
Acho que Beatles entendeu mais algumas coisas que o Adorno.
Ainda assim, serei sempre mais uma Rolling Stone.
Por que se os meninos entendiam que tudo que precisamos é amor,
Eu nunca cheguei a esta sublime conclusão... e de tudo, de tudo mesmo, só entendo e percebo que... I can't get no satisfaction....
Claro que... sexo satisfaz.
Drogas satisfazem.
Comida boa, idem.
Mas então, defina satisfação. Eu a tenho. Momentânea.
Deliciosa... mas se for em forma sólida, vira merda pura.
Só isso... tanta satisfação para ser corroída pelos ácidos estomacais e virar no fim, merda pura.
Satisfação vira merda.
Inebriar-se é um bom atalho.
==== Não consigo.
Eu tento. Não consigo. Não cabe em mim. Nem em pessoa alguma. Não cabe. É maior.
Sinto náuseas. Tremo e temo.
A angústia do existir, todos os dias... todos os dias... a gente tem que ir lá, existir.
Ah... você é otimista? Budista? Feliz?
ÓTIMO. Continue assim.
Eu... não.
Não quero companhias complacentes.
Nem antes, nem no meio, nem depois, nem agora tive muita excitação e paixão pela vida, ela, a vida, como ela é. E nunca sequer gostei de Nelson Rodrigues, que era um burguês, de mentalidade burguesa, meio tomado pelo 'espírito' daqueles tempos da Lapa... Mas parece até que ele parou no Aluísio de Azevedo, e que morou naquele Cortiço... sei lá.
O dia apareceu. A rua acordou... A vidinha está ai.
Eu bebo, inebrio-me de mais de uma forma.
Cansei. Tenho nojo. Náusea.
Quero a cabeça da Amelie Poulain em uma bandeja de prata!
=== "Não fazemos o que queremos e, no entanto, somos responsáveis pelo que somos: eis a verdade" ........... Jean-Paul Sartre
às 00:39