Quero esse 'logo' como portanto e também como 'quão breve'...
Posso inexistir se deixar de pensar?
...
Vontade de arrancar minha pele.
Apagar minhas digitais - ter outro nome, ser outro alguém.
Ser ninguém.
Fazer, literalmente, uma lavagem cerebral - ou seja, entrar na minha cachoeira favorita e de alguma forma enxaguar abundantamente com água límpida minha cabeça, minha idéias, meu cérebro osso e massa, do tipo completa mesmo.
Talvez a performance da visão corresponda ao tamanho do desejo de enxergar.
E a memória é algo que se pode, simplesmente, esquecer.
Sim, esquecer, porque apagar acho que a gente jamais consegue.
Se me incomoda não lembrar,
detesto sequer me imaginar lembrando...
Não questiono a razão de todo esse amplo e irrestrito esquecimento.
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Quando está frio, é muito ruim.
Quanto está muito calor, é insuportável, eu sei.
Mas o muito frio é muito ruim de um jeito irreparável.
Esfriar a cabeça é fácil: cerveja gelada, o supracitado banho de cachoeira, até mesmo um chuveiro ou baldinho cheio serve.
Por outro lado, chega uma hora que roupa alguma esquenta no extremo frio.
Solução mais inteligente (?) colocar as roupas embaixo e em cima, protegendo os corpos nús abraçados.
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Só não cito o F. Pessoa porque não tenho em mim todos os sonhos do mundo...
Tenho, todavia, vários pesadelos sobre o mundo.
Culpo a cidade, a sociedade, as autoridades, as leis, o passado, o presente, e previsões sobre o futuro do mundo do ponto de vista da ciência, astronomia e todos afins.
Enxergo menos e olho com cada vez mais desconfiança.
Pensando bem, citarei Pessoa:
Dá-me mais vinho porque a vida é nada...
...
Êta vida besta, diria Drummond...
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SE EU NÃO PENSAR, LOGO, INEXISTIREI?????
quarta-feira, 23 de junho de 2010
às 23:48