Olhar o mundo, ver o ao redor, nauseia.
Fico nostálgica, eu mesma já o vivi em um mundo mais 'real'.
Entendo Matrix, sim, I do.
Mas já foi diferente.
O uso do vocabulário já foi algo mais que verbo-r-ragia.
Nada mais vale tanto assim.
O post-post-modern já é post demais.
É nada. É quando Big-Brother é algo.
E tanta coisa que nada é, tudo parece.
Não quero nem mais ver, ouvir, pensar.
Curiosamente, meu corpo reage às minhas vontades.
Visão, audição, esclerose.
Sem contar a perda da voz. Falar a quem?
E acima de tudo: para quê?
Qual seria o propósito mesmo?
Esqueci.
Sinto mesmo é falta do outono.
Das folhas amarelas, laranjas, ferrugens e todas essas tonalidades outonais que fazem as folhas caírem no chão, crocantes. Eu pisava e fazia 'crack'. Ah...
Passava horas pisando nas folhas, fazendo o som crocante e pensando na vida.
Fiz tudo que quis.
Não houve sonho que não tivesse sido superado pela realidade.
Principalmente porque nunca esperei muito.
Mesmo que 'existencialmente' sendo eu mesma, tive o supremo!
E agora?
E agora?
Pode apagar o fogo, Mané,
que eu não volto mais.
************ Sendo nada mesmo....
terça-feira, 20 de abril de 2010
às 23:22